vez passada eu me descrevi como uma trava, um nó. relacionamentos são coisas complicadas... você nunca sabe o que o outro pensa, embora perceba se ele está satisfeito ou não.
eu não sei muito sobre os tais relacionamentos, talvez por isso não saiba lidar com muitas das pessoas que amo. quando o enlace fica mais forte, minhas características mais brutas tornam-se visíveis...
pois eu sou mesmo estúpido. estupidamente estressado, inquieto, incomodado. sufocado. e tudo que eu queria é que essas gotas grossas parassem de cair sobre mim. não sei nada de nada, isso que é fato.
e talvez o sol brilhe amanhã de manhã, diz Tweedy. tudo que eu farei será falar... e me perder nas idéias, que voam pelo meu nada particular. a vida intensa... a vida é uma pasmaceira.
e o mesmo instrumento continua capaz de golpear fundo toda a alma. veloz, implacável. vejo que ser o que se é não é simples assim. mudar, por outro lado, também não é.
emudeço, coração afogado. tristeza tinha fim. felicidade parece entrecortada. tom zé só explica pra confundir. e confundindo quer esclarecer. mas eu nada faço. não tenho magnitude nenhuma nessa prosa tosca.
minha racionalidade fica tão frágil e débil. devastada. perco tempo acinzentando o azul. burrice. marcelo camelo diz que não muda não, que vai ficar são, mesmo se for só. eu não.
só não sei ceder... ou sei? a dúvida é um subterfúgio interessante, muitas vezes eficaz. coisa mais linda que já vi, indubitavelmente.
mas o que impera é a morbidez. é certo que certas palavras são feias, porém atrativas... morbidez é assim. feia a palavra. feio o significado. mas quem se importa tão somente com o belo?
eu odeio a morbidez. o meu sono matinal, após as costumeiras poucas horas de sono. a preguiça de ser. e o peso de existir, que se acentua... atônito, eu, nos meus cacos de presente.
a essa altura todos já perceberam: escrevo clichês como quem diz grandes novidades. mas procuro ser visceral. coerente... verdadeiro. embora isso nem se efetue muito. :o)
o fio das horas se esvai. o tempo é fugaz. mas a música é meu maior abrigo. depois dos intermináveis abraços...
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